Gasto em educação é investimento? Veja glossário

Por Dinheiro Público & Cia

Parece haver alguma carga pejorativa associada à palavra “gasto”, porque são frequentes afirmações de que recursos destinados a uma finalidade ou setor considerado nobre são, na verdade, “investimentos”.

O próprio Ministério da Educação, nas estatísticas que publica, chama de investimentos todas as despesas da área. O termo também é reivindicado por defensores da saúde, dos programas de distribuição de renda, da cultura _de tudo o que pode resultar em benefícios posteriores para a sociedade.

Nas convenções da economia e da contabilidade, investimento é uma das modalidades de gasto. Ou seja, todo investimento é gasto, mas nem todo gasto é investimento.

Investimentos são gastos em bens duráveis destinados a ampliar a capacidade futura de produzir e oferecer serviços. Quando um padeiro compra um forno, está investindo; quando compra farinha, não. Quando um fazendeiro compra uma vaca leiteira, está investindo; quando compra um boi para o abate, não.

No caso recorrente da educação, os investimentos públicos na área são, por exemplo, a construção de escolas ou a aquisição de ônibus escolares pelas prefeituras. Salários de professores, que consomem a maior parte dos recursos, são gastos com pessoal. A compra de livros escolares é classificada como custeio.

E nenhum desses diferentes gastos é, apenas por definição, mais importante que outro.

Investimento, custeio, pessoal e outros termos constam do glossário abaixo, que ficará disponível permanentemente no blog e será ampliado à medida que surjam novas dúvidas e temas no debate público.