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Receita e despesa, economia e política

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Blog explica como os governos tributam os cidadãos e utilizam o dinheiro público.

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Governo depende de salto na receita para fechar as contas do ano

Por Dinheiro Público & Cia

Sem maior disposição para controlar a expansão de seus gastos, o governo optou por depender de um salto de suas receitas para fechar as contas do ano com os resultados prometidos.

A julgar pelas novas estimativas orçamentárias divulgadas ontem, a área econômica acredita que, em 2013, a arrecadação de impostos e de outros recursos vai superar em 12% a do ano passado e chegar perto de R$ 1,2 trilhão.

Em razão de cálculos obscuros como os apresentados na postagem anterior e de sucessivos descumprimentos nos últimos anos, as projeções oficiais hoje sofrem de deficit de credibilidade.

Os números já conhecidos não encorajam tanto otimismo: com a economia do país andando devagar, a receita da União de janeiro a julho mostraram alta de 8%. Mantido esse ritmo, faltariam R$ 42 bilhões para o cumprimento da meta fixada para o ano _que é poupar R$ 73 bilhões para o abatimento da dívida pública.

Para chegar ao valor esperado, a receita teria de crescer no resto do ano a quase o dobro da velocidade, ou 17%. Mesmo com os R$ 15 bilhões esperados com o leilão de exploração de petróleo do pré-sal, as demais fontes teriam de aumentar 14%.

Mas as preocupações do governo com os resultados do Tesouro Nacional se reduziram sensivelmente nas últimas semanas, quando saiu de cena o temor de que uma disparada das cotações do dólar elevasse ainda mais a inflação.

O controle dos gastos públicos, hoje, é mais importante para conter o consumo e a alta dos preços do que para abater a dívida do governo. Se o IPCA não proporcionar novos sustos, a despesa será aquela que a política exigir, e o saldo do Tesouro será aquele que a receita permitir.

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