1/3 da meta fiscal do ano depende da receita das concessões

Por Dinheiro Público & Cia

Nunca antes na história da administração petista a receita com privatizações _ou, mais precisamente, com a concessão de serviços públicos à iniciativa privada_ foi tão vital para o caixa do governo.

Nas recém-divulgadas reestimativas de receitas do ano, a área econômica elevou mais um pouco os ganhos esperados com as concessões, que agora são de R$ 23,9 bilhões.

Trata-se de praticamente um terço da meta fiscal fixada para o ano, que é poupar R$ 73 bilhões para o abatimento da dívida pública. E, de longe, o maior valor dessa modalidade já medido em reais.

Para atingir esse montante, o governo depende basicamente do leilão para exploração de petróleo do pré-sal marcado para o próximo mês, cujo vencedor terá de pagar R$ 15 bilhões aos cofres públicos.

O restante da receita esperada com concessões já está quase garantido: até julho, concessões na área de transportes, comunicações e petróleo  renderam R$ 6,1 bilhões _o que já é o maior montante desde 1999, no governo tucano sempre acusado de privatista pelo PT.

Ainda haverá pela frente os leilões para a exploração dos aeroportos do Galeão, no Rio, e de Confins, em Minas. Neste momento, as estimativas oficiais para essa fonte de recursos parecem mais confiáveis que as elaboradas para a arrecadação de impostos.