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Receita e despesa, economia e política

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Blog explica como os governos tributam os cidadãos e utilizam o dinheiro público.

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Em SP, Haddad faz aperto nas contas e reduz investimentos

Por Dinheiro Público & Cia

Enquanto busca um aumento da arrecadação com o IPTU em 2014, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) promove um aperto nas contas do município neste ano.

De janeiro a agosto, a prefeitura poupou R$ 6,2 bilhões para o abatimento de sua dívida, de longe a maior e mais cara entre as maiores cidades do país. No período correspondente do ano passado, haviam sido R$ 4,5 bilhões.

As receitas estão em alta, enquanto as despesas totais encolheram _ou, mais exatamente, cresceram em taxa inferior à da inflação. Os investimentos foram sacrificados: caíram de R$ 1,7 bilhão para R$ 1,2 bilhão.

Ajustes fiscais no início de mandato são uma tradição na administração pública brasileira. Como os governantes abrem os cofres nos períodos eleitorais, o ano seguinte é sacrificado.

Não por acaso, somente nos municípios há melhora das contas públicas neste ano. A presidente Dilma Rousseff e o conjunto dos governadores dos Estados, concluindo o terceiro ano de mandato, estão elevando gastos e reduzindo a poupança.

Haddad pretende ampliar investimentos com a receita adicional do IPTU, mas a prefeitura continua longe de uma solução para seu endividamento.

Mesmo em queda neste ano, a dívida paulistana equivale a 185% da receita anual do município, enquanto o limite fixado na legislação é de 120%. Isso significa que a prefeitura está impedida de tomar novos empréstimos e gasta mais com juros e amortização do que com obras.

A dívida cresceu no governo de Paulo Maluf (1993-1996). De lá para cá, Celso Pitta, Marta Suplicy, José Serra e Gilberto Kassab governaram a cidade sem conseguir reduzir o endividamento a patamares aceitáveis.

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