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Receita e despesa, economia e política

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Receita tem alta modesta, e Haddad segura despesas em São Paulo

Por Dinheiro Público & Cia

Sem poder contar com a elevação desejada na arrecadação do município, Fernando Haddad (PT) segurou as despesas para fechar as contas da prefeitura paulistana em seu primeiro ano de mandato.

Segundo dados recém-divulgados, a receita da prefeitura ficou em R$ 37,7 bilhões no ano passado, com alta de 1,9% acima da inflação e abaixo dos R$ R$ 39 bilhões previstos no Orçamento.

Em contrapartida, os investimentos -compostos, basicamente, por obras de infraestrutura- não chegaram à metade dos R$ 6 bilhões orçados, fechando o ano em R$ 2,7 bilhões -mais R$ 1,1 bilhão deixado para pagamento posterior.

São números típicos de um primeiro ano de mandato, quando o novo governo ainda está se ajustando à máquina administrativa, mas ilustram as dificuldades que o prefeito terá para elevar os investimentos, o calcanhar-de-aquiles das contas de São Paulo.

Haddad contava com um aumento da cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para elevar as receitas a partir deste ano, mas sua pretensão foi derrubada pela Justiça. O imposto fechou o ano passado com um aumento modesto de arrecadação, de 2% acima da inflação, e atingiu R$ 5,4 bilhões.

Sem os recursos extras, o petista terá de abrir mão de repasses do governo federal esperados em 2014, porque o município não terá como pagar a sua parte das obras programadas.

Resta a esperança de uma renegociação da dívida do município com a União, o que poderia permitir a tomada de financiamentos para a expansão das obras. O tema, porém, depende do Congresso Nacional, e as votações serão difíceis neste ano de eleições.

Com o controle de gastos, a prefeitura conseguiu poupar R$ 2,5 bilhões no ano passado para o abatimento da dívida pública, acima dos R$ 2,3 bilhões de 2012. Os prefeitos, em processo de ajustes, foram exceção num período de expansão de despesas públicas.

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