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Como no governo federal, receita extra salvou contas de Alckmin

Por Dinheiro Público & Cia

Numa estratégia semelhante à adotada pelo governo Dilma Rousseff, o tucano Geraldo Alckmin se valeu de receitas extraordinárias para fechar as contas da administração paulista no ano passado.

Como foi feito na União, o Estado ofereceu vantagens para que contribuintes em atraso regularizassem sua situação com o Fisco. Iniciativas do gênero são polêmicas porque, se adotadas com frequência, tendem a estimular a sonegação.

O governo Alckmin obteve pelo menos R$ 6,3 bilhões com o programa, segundo dados divulgados em dezembro. Graças ao montante, as contas do Estado fecharam o ano com uma poupança de R$ 4,4 bilhões para o abatimento da dívida pública -acima da meta de R$ 3,5 bilhões.

Em outras palavras, sem o parcelamento da dívida, o Tesouro paulista teria ficado no vermelho -ou seria obrigado a cortar investimentos.

O Estado investiu R$ 13,3 bilhões em 2013, no melhor resultado do mandato de Alckmin até aqui. As despesas com obras haviam caído após o final da gestão de José Serra, que havia se valido de receitas atípicas -como a venda da Nossa Caixa- para reforçar o caixa estadual.

O tucano também contou com a ajuda de Dilma para investir mais. Repasses federais na casa de R$ 1 bilhão foram destinados ao trecho norte do Rodoanel. A obra faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Como praticamente todos os atuais governadores, Alckmin reduziu o controle de despesas, com estímulo da União, para elevar os investimentos. Em seu primeiro ano de mandato, o tucano poupou R$ 6,2 bilhões para o abatimento da dívida.

Como a Folha noticiou hoje, metade dos Estados e o Distrito Federal fecharam o ano passado com as contas no vermelho.

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