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Número de comissionados dispara no governo Alckmin, aponta IBGE; SP contesta e instituto altera dados

Por Dinheiro Público & Cia

O número de cargos comissionados, tradicionalmente utilizados para abrigar aliados políticos, disparou no governo paulista no ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na administração diretamente ligada ao tucano Geraldo Alckmin (PSDB), os nomeados sem vínculo com o serviço público saltaram de 1.657, em 2012, para 8.167. Considerando também a administração indireta, o número subiu de 7.747 para 14,7 mil.

Atualização – O governo de São Paulo contestou e o IBGE alterou os dados.

Veja abaixo os principais dados levantados pelo IBGE sobre o funcionalismo nos Estados e no Distrito Federal:

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Trata-se de um tema politicamente delicado: a escalada das nomeações partidárias no Executivo federal é um dos principais motivos de crítica dos tucanos aos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff.

No Palácio do Planalto e nos ministérios, são 22,7 mil em cargos de livre nomeação, dos quais 5.926 não têm nenhum vínculo com o serviço público.

Ao todo, o quadro de pessoal do Executivo paulista passou por um aumento expressivo no ano passado, de 570,3 mil para 612,1 mil. A alta é 7,3%; nos três anos inteiros do mandato de Dilma, o número de servidores civis federais cresceu 3,3%.

A Secretaria de Gestão contesta os dados. Segundo a contabilidade paulista, o total de servidores do Executivo caiu de 699,6 mil para 681,4 mil no período. O governo pondera que as cifras são modestas como parcela da população: há um servidor para cada 61 habitantes.

Se, para o IBGE, a expansão do funcionalismo em São Paulo foi a maior do país em termos absolutos, o Ceará lidera, com folga, a elevação em termos percentuais.

O instituto apurou uma alta de impressionantes 47,5% no funcionalismo cearense de 2012 para 2013 -de 65,2 mil para 96,2 mil.

Questionado, o governo do Ceará afirmou contabilizar apenas 61 mil servidores na ativa e que analisaria os dados do IBGE. O blog será atualizado se o Estado prestar mais esclarecimentos.

Leia mais: Sem intenção, IBGE expõe falta de transparência nas contas estaduais

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