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Receita e despesa, economia e política

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Estatais respondem por 70% das contratações do governo Dilma

Por Dinheiro Público & Cia

As empresas estatais respondem por sete de cada dez servidores civis incorporados ao Executivo federal no governo Dilma Rousseff.

Segundo dados recém-apurados, o quadro de pessoal da administração federal fechou o ano passado com 1,089 milhão de funcionários civis na ativa, totalizando um aumento de 63,2 mil em três anos.

Nas estatais que operam com receita própria, o contingente empregado passou da casa do meio milhão pela primeira vez desde 1995, quando o país estava prestes a ingressar no auge no programa de privatizações.

Hoje, são 502,2 mil, ou 44,6 mil acima do quadro contabilizado no final do governo Lula. A alta, de 10% no período, é o triplo da taxa contabilizada no conjunto de ministérios, autarquias e fundações

Os dados mostram que a política de pessoal da administração petista mudou de Lula para Dilma. O primeiro promoveu uma expansão generalizada do número de servidores e de salários; a segunda estabeleceu prioridades claras.

De 2011 para cá, os salários da maioria dos servidores pagos com recursos do Tesouro Nacional têm subido abaixo da inflação, enquanto as contratações nos ministérios estão concentradas em professores e outros servidores da educação.

Nas estatais, que foram liberadas das metas de controle de gastos públicos, a margem para abrigar mais funcionários é maior.

A política desenvolvimentista de Dilma procura ampliar o poder das empresas de infraestrutura, casos de Petrobras, Eletrobras e Infraero, e os bancos federais BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Considerados também os militares, o Executivo federal terminou o ano passado com 1,443 milhão de servidores, menos da metade dos 3,121 milhões contados pelo IBGE nos Executivos dos Estados.

Na divisão de tarefas entre os entes da Federação, os governos estaduais arcam com maior necessidade de funcionários, em especial na educação, na saúde e na segurança pública.

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