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Inflação deve levar juros ao patamar de seis anos atrás

Por Dinheiro Público & Cia

A nova aceleração dos preços, mais uma vez puxada pelos alimentos, elevou a probabilidade de uma elevação mais forte dos juros do Banco Central.

Até então, os analistas de mercado vinham reduzindo suas expectativas para os juros; muitos já apostavam que não haveria mais altas até dezembro -ou, pelo menos, até as eleições de outubro.

Ganha força, agora, a previsão de uma alta da taxa do BC dos atuais 10,75% para 11,25% ao ano. Se confirmado, o percentual tem algo de simbólico.

Trata-se da mesma taxa que vigorou do final de 2007 até meados de 2008, a mais baixa obtida antes do agravamento da crise internacional.

Ou, dito de outra maneira: chega ao fim a tese de que a freada global permitiria ao Brasil “testar patamares mais baixos para a taxa de juros”, como diziam especialistas.

Imaginava-se que, com a estagnação da economia, o país poderia reduzir seus juros -entre os mais altos do mundo há duas décadas- sem risco para a inflação; as taxas, depois, não voltariam aos níveis anteriores.

Funcionou por algum tempo: a Selic, fixada pelo BC, caiu a 7,25%, o que inspirou pronunciamentos de TV da presidente Dilma Rousseff.

A inflação, no entanto, subiu antes da esperada retomada do crescimento econômico, com a ajuda da aceleração dos gastos públicos.

Hoje, com o país se expandindo a 2% ao ano, os juros voltam ao patamar da época de expansão acima de 5%.

Permanece um mistério o motivo pelo qual as taxas brasileiras fogem dos padrões internacionais. Foi descartada, ao menos, a velha hipótese da “falta de vontade política”.

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