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Mantega vê Brasil crescer igual ao mundo e menos que emergentes

Por Dinheiro Público & Cia

O desenvolvimentista Guido Mantega completará oito anos à frente do Ministério da Fazenda sem ver o país ganhar maior peso na economia mundial.

Entre altos no início e baixos mais recentes, a renda brasileira cresceu a uma média de 3,5% ao ano entre 2006 e 2013, a mesma taxa estimada pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) para a renda global.

Veja o que melhorou e o que piorou ao longo da gestão de Mantega

Foi um período de ascensão das economias emergentes, puxada principalmente pela China, e da qual o Brasil apenas ensaiou participar.

Os países fora do mundo desenvolvido cresceram a um ritmo anual de 6,1% e ganharam voz no debate internacional -ainda mais depois da crise que abalou Estados Unidos e Europa a partir de 2008.

Enquanto durou a escalada dos preços de produtos primários como o minério de ferro e a soja, a economia brasileira cresceu mais que a global; nos últimos três anos, porém, cresceu menos.

Mantega acabou personificando a frustração dos mercados doméstico e internacional com as expectativas de expansão do Produto Interno Bruto brasileiro. Suas previsões exageradamente otimistas viraram motivo de ataques e chacotas.

Seria exagero atribuir ao ministro papel decisivo nos resultados obtidos. No governo Lula, ele dividia o comando da política econômica com Henrique Meirelles, presidente do Banco Central; com Dilma Rousseff, é o próprio Palácio do Planalto que assume as principais decisões.

Na Fazenda, o petista cumpre um papel partidário para o qual seria difícil encontrar nomes alternativos. Goza da confiança de Lula, equilibra-se entre as idas e vindas de Dilma, mantém diálogo com empresários e desperta menos temor no mercado financeiro que os demais economistas de esquerda.

Sua gestão deixará uma herança difícil para o próximo governo -e não é desprezível a possibilidade de a bomba cair no colo do próprio Mantega.

O país acumula um deficit crescente nas transações com o resto do mundo, o governo sofre com a deterioração das contas do Tesouro Nacional e a inflação segue alta apesar da elevação dos juros.

E as soluções para os três problemas passam pela redução do crescimento econômico.

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