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Temor de alta de tarifa pública pós-eleição eleva projeções de inflação

Por Dinheiro Público & Cia

Até aqui responsáveis por manter a inflação abaixo do teto anual de 6,5%, as tarifas públicas e outros preços monitorados pelo governo agora alimentam o pessimismo dos especialistas com o futuro próximo.

Como o represamento das tarifas vem provocando perdas para os cofres federais, estaduais e municipais, calcula-se que haverá reajustes mais fortes daqui para a frente.

Pela tradição nacional, correções desse tipo, impopulares, costumam ser deixadas para depois das eleições -pelo menos a maior parte delas.

Os preços administrados pelo poder público subiram apenas 1,5% no ano passado, atenuando o impacto do encarecimento de 7,3% dos demais produtos e serviços.

Para este ano, a expectativa dos analistas de mercado para a alta dos preços monitorados já foi elevada de 4% para 4,7%. Para 2015, de 5% para 6% -a mesma projeção para o IPCA integral.

As tarifas já estão em alta por causa dos aumentos das contas de luz. Com a alta do consumo e a escassez de chuvas, nem os subsídios de R$ 13 bilhões do Tesouro Nacional evitam os reajustes.

Mas há outros preços à espera de um aumento, como os da gasolina e do transporte público.

No primeiro caso, o controle de preços tem prejudicado a Petrobras, cujo valor de mercado despencou nos últimos anos.

No segundo, as passagens de ônibus e metrô são subsidiadas a custos crescentes por Estados e municípios, que com isso perdem recursos para investimentos.

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