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Receita e despesa, economia e política

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Blog explica como os governos tributam os cidadãos e utilizam o dinheiro público.

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Campanha afirma que governo Aécio buscará reduzir carga tributária

Por Dinheiro Público & Cia

Em mensagem enviada ao blog, o economista Mansueto Almeida, um dos coordenadores do programa de governo do tucano Aécio Neves, nega que o candidato tenha indicado a intenção de manter ou até elevar a carga tributária, analisada em postagem anterior.

Veja o texto:

“Apesar dos textos sempre precisos do repórter Gustavo Patu, houve um mal entendido em relação às declarações do candidato à Presidência da República Aécio Neves em entrevista ao portal G1 na última segunda-feira, dia 4 de agosto de 2014. 

Em relação ao tamanho da carga tributária, o repórter foi fiel à mensagem do senador, que alertou que, sem controlar o crescimento do gasto público corrente, não haverá espaço para que o próximo presidente possa reduzir rapidamente a carga tributária. 

‘Só vamos ter espaço para a diminuição da carga tributária (…) no momento em que encaixarmos o crescimento do gasto corrente [as despesas permanentes do governo] dentro do crescimento da própria economia’, disse Aécio durante a sabatina do G1.

No entanto, isso não significa dizer que o próximo governo não vá buscar criar espaço fiscal para reduzir a carga tributária. Esse objetivo será possível com um controle maior do crescimento do gasto público.

O ponto importante a ser destacado aqui é que, apesar da dificuldade fiscal, não há intenção de em um governo do PSDB aumentar a carga tributária. O  Brasil já tem uma carga tributária muito elevada para o seu nível de desenvolvimento. O que pode ser feito são modificações de impostos específicos compensados pela redução de outros para melhorar a estrutura tributária. Sem o objetivo de aumentar a carga tributária. 

O aumento de carga tributária no período posterior ao Plano Real foi uma medida correta e necessária, pois uma parte dos gastos era financiada pela inflação de mais de dois dígitos mensais. Não é o caso agora. Apesar do aumento da inflação no governo Dilma. A agenda para o Brasil hoje é outra: simplificar o nosso sistema tributário e criar o espaço fiscal para redução da carga tributária com o controle do crescimento dos gastos correntes.”

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