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Prostrada, economia aguarda fato novo para voltar a funcionar

Por Dinheiro Público & Cia

Mais impressionante que a queda do Produto Interno Bruto por dois trimestres consecutivos é a quarta redução seguida dos investimentos.

Trata-se do sinal mais evidente de que a economia respira por aparelhos. Os empresários não demitem, mas também não apostam no futuro.

Leia:  PIB cai 0,6% no segundo trimestre e país entra em recessão técnica

Investimentos são gastos em obras, máquinas e equipamentos, cujo objetivo é ampliar a capacidade de produção. É, por isso, o indicador mais sensível ao pessimismo e à incerteza.

A retração começou no segundo semestre do ano passado, em meio aos temores de que a recuperação da economia dos Estados Unidos pudesse provocar uma disparada do dólar. Chegou ao ápice agora, com inflação e  juros altos, deterioração das contas do governo e incertezas no cenário eleitoral.

A última vez em que os investimentos acumularam quatro trimestres consecutivos de queda foi entre 2001 e 2002 -um período que juntou eleições, o colapso da economia argentina e os atentados terroristas do 11 de Setembro.

“Estagnação” já se tornou uma palavra insuficiente para descrever a conjuntura atual, ainda que o termo “recessão” possa ser questionado em razão dos baixos números do desemprego

“Prostração” pode descrever melhor o ânimo de uma economia que aguarda um fato novo para voltar a funcionar: um novo governo, uma nova política econômica ou um novo mundo.

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