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Dilma vê ‘queda brutal’ do mínimo antes de Lula, mas dá reajuste menor

Por Dinheiro Público & Cia

A presidente-candidata Dilma Rousseff, que acusou governos anteriores ao do PT de promoverem uma “queda brutal” do salário mínimo, foi quem concedeu os menores reajustes desde o Plano Real.

Não concordo, como alguns acham, que a razão da inflação é a política de valorização do salário mínimo. Estamos recuperando a queda brutal que houve no Brasil no período anterior ao Lula”, disse a petista nesta segunda-feira (8), em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

Ao longo de seu mandato, Dilma promoveu quatro reajustes anuais do piso salarial, cujo poder de compra subiu, em média, 2,9% ao ano.

Trata-se de uma queda visível em relação aos 5,5% anuais -já descontada a inflação- de Lula, que alimentaram a popularidade do ex-presidente, e também à média de 4,7% ao ano nos dois mandatos do tucano FHC.

A taxa mais modesta de Dilma é consequência da estagnação da economia em seu governo. A regra de valorização do salário mínimo seguida desde o segundo governo Lula determina reajustes acima da inflação correspondentes ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, medida da renda nacional) de dois anos antes.

Na história que a retórica petista deixa de lado, os antecessores de Lula procuraram elevar o poder de compra do mínimo; até 1994, no entanto, a hiperinflação anulava o efeito dos aumentos.

Depois da introdução do real, a medida da valorização ficou mais fácil. De lá para cá, o mínimo saltou de R$ 70 para os atuais R$ 724, uma elevação de quase 150% acima da inflação.

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