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Mais otimista que o mercado, BC vê recuo da inflação para 5,8% em 2015

Por Dinheiro Público & Cia

Com a economia ainda em ritmo lento, o Banco Central projeta que a inflação recuará no primeiro ano do próximo governo, mas permanecerá acima da meta oficial.

Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (29), no Relatório Trimestral de Inflação. Na comparação com o documento de junho, há mais pessimismo com a economia; o BC, porém, ainda é mais otimista que os investidores e analistas do mercado.

A estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, a renda gerada no país) neste ano foi reduzida de 1,6% para 0,7%; exatamente uma semana antes, o Ministério do Planejamento havia calculado 0,9%.

Os números são bem superiores às expectativas recém-divulgadas de bancos e consultorias, que apontam uma expansão de 0,29%.

Não há ainda uma previsão oficial para 2015, mas o BC projeta que, no período de quatro trimestres até junho, o PIB terá crescido 1,2%. Em outras palavras, a produção e a renda continuarão em ritmo lento, com melhora modesta nos primeiros seis meses do próximo governo.

Trata-se do pior início de mandato desde que o tucano FHC foi reeleito, em 1998, e o Plano Real entrou em colapso devido à escalada da dívida pública e ao esgotamento das reservas em dólar. Em junho de 1999, a economia acumulava queda de 0,6% em quatro trimestres.

Para o BC, a inflação, que se mantém acima da meta de 4,5% desde 2010, fechará mais este ano eleitoral em 6,3% e só cederá à estagnação da economia a partir do início de 2016. Estima-se um IPCA de 5,8% em 2015 e de 5% nos 12 meses encerrados em setembro de 2016, até onde vai o olhar do BC.

O mercado também é mais pessimista nesse caso: acredita-se que a inflação repetirá no próximo ano os 6,3% de 2014, em grande parte porque há reajustes represados de preços como os da gasolina e da energia elétrica.

As contas do BC pressupõem a permanência dos juros nos atuais 11% ao ano. Um novo governo pode, em tese, elevar a taxa e apressar a queda da inflação, com risco de aumento do desemprego.

Os analistas de mercado não esperam um choque de juros nos próximo ano. As projeções para a taxa do BC ao final de 2015 variam em torno de 11,38%.

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