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Receita e despesa, economia e política

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Blog explica como os governos tributam os cidadãos e utilizam o dinheiro público.

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Votações da CPMF mostram incoerências de PT, PSDB e Marina

Por Dinheiro Público & Cia

As votações que criaram e prorrogaram a hoje extinta CPMF se tornaram tema da campanha depois que Marina Silva (PSB) disse -e foi obrigada a se corrigir- ter votado a favor do tributo.

A história do antigo imposto do cheque ilustra incoerências não só de Marina, mas também de PT e PSDB, que encabeçaram a oposição e a situação ao longo das duas últimas décadas. Veja no infográfico abaixo como as opiniões sobre o tributo mudaram conforme a conveniência do momento.

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Tucanos e petistas estiveram juntos na origem do IPMF (Imposto Provisório sobre a Movimentação Financeira), no governo Itamar Franco, para reforçar as verbas da saúde.

Então deputado pelo PSDB mineiro, Aécio Neves estava entre os apoiadores da medida.

Depois que FHC venceu as eleições, o PT passou a se opor à recriação e à prorrogação do tributo, agora com o nome de contribuição provisória.

A exceção entre os petistas foi o então deputado paulista Eduardo Jorge, hoje candidato do PV à Presidência. Marina, na época senadora pelo PT do Acre, seguiu a orientação do partido.

Os papéis se inverteram quando Lula assumiu o Palácio do Planalto e o PT passou a apoiar a CPMF.

Na oposição, os tucanos passaram a atacar o aumento da carga tributária -que seu governo havia elevado a taxas recordes para a época.

O PSDB ainda deu votos favoráveis à contribuição em 2003, quando a recriação estava associada a um projeto de reforma mais ampla do sistema tributário. Quatro anos depois, se uniu para ajudar a derrubar a cobrança.

Aécio e José Serra, que governavam, respectivamente, Minas e São Paulo, defenderam o voto favorável à prorrogação, mas o partido preferiu impor uma derrota a Lula.

Luciana Genro foi expulsa do PT após votar contra as reformas de Lula, incluindo a CPMF. Hoje é presidenciável pelo PSOL.

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