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Receita e despesa, economia e política

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Blog explica como os governos tributam os cidadãos e utilizam o dinheiro público.

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Entenda os desafios econômicos que imporão escolhas difíceis a Dilma

Por Dinheiro Público & Cia

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Orçamento desequilibrado – Desde 2012, os gastos do governo, concentrados em benefícios sociais, têm crescido mais rapidamente que as receitas, numa tentativa de estimular a economia e preservar os empregos.

O deficit nas contas do Tesouro e a dívida pública estão em alta, o que leva investidores a cobrar juros mais elevados para emprestar dinheiro ao governo.

Para reverter essa situação, será necessário conter a expansão dos programas sociais, o que pode prejudicar a economia e gerar desgaste político. Outra opção é elevar impostos, o que tem efeitos colaterais ainda mais agudos.

Deficit nas transações com o exterior – A produção nacional de bens e serviços é inferior às compras das famílias e empresas, o que levou a um crescimento das importações, de gastos de turistas em outros países, pagamentos de juros e outras despesas.

Com isso, o Brasil fica mais vulnerável a oscilações do mercado internacional. Uma esperada alta do dólar no futuro, por exemplo, reduzirá o poder de compra nacional e prejudicará o consumo e os investimentos.

Para reduzir o deficit, é preciso reduzir o descompasso entre a demanda e a oferta de bens. Ou, em outras palavras, consumir menos enquanto não for possível produzir mais.

Crescimento econômico fraco – A crise internacional comprometeu o desempenho de quase todos os países, mas no Brasil os impactos foram agravados pelo descrédito de investidores na política econômica.

A taxa de investimento (gasto em obras e equipamentos destinados a expandir a produção) nacional, que já era baixa, encolheu e hoje é de apenas 16,5% da renda dos brasileiros.

Se o cenário global continuar desfavorável, o governo precisará recuperar a credibilidade com equilíbrio orçamentário e controle da inflação -o que, num primeiro momento, poderá elevar o desemprego.

Inflação elevada – O IPCA, índice que serve de referência para as metas do governo, está acima do teto de 6,5% ao ano fixado na legislação, mesmo com a economia e o consumo andando devagar.

Desde 2011, o Banco Central desistiu de cumprir a meta de 4,5%, para evitar uma alta de juros que derrubasse o consumo e elevasse o desemprego. A saída foi segurar preços como os da gasolina e da energia elétrica, comprometendo as contas de empresas estatais e do Tesouro Nacional.

Se quiser recuperar a confiança nas metas oficiais, o BC terá de mostrar comprometimento com um cronograma de redução gradual da inflação. Por comprometimento, entenda-se a disposição de elevar os juros, se necessário.

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