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Dinheiro devolvido por delatores supera gasto da PF com policiamento

Por Dinheiro Público & Cia

O dinheiro a ser devolvido aos cofres públicos por apenas cinco delatores da Operação Lava Jato já supera todos os gastos da Polícia Federal neste ano em sua atividade-fim -ou seja, policiamento.

Em troca de penas mais brandas, acusados de participar do esquema de propinas na Petrobras se dispuseram a colaborar com as investigações e a ressarcir o erário em cerca de R$ 420 milhões.

É mais do que a PF desembolsa anualmente com controle do tráfego internacional, segurança nas fronteiras, obras e compras de equipamentos, repressão ao tráfico de drogas e aos crimes contra bens da União -as atividades da instituição classificadas como ações de policiamento.

Do início de janeiro até a semana passada, essas despesas somavam R$ 299 milhões; em todo o ano passado, foram R$ 240 milhões.

No papel, a verba disponível para o ano é maior, de R$ 437 milhões. Esse montante, porém, não será inteiramente liberado, seja por atrasos na burocracia, seja pelo bloqueio de gastos tradicionalmente imposto pela área econômica.

Uma evidência disso é o programa de segurança nas fronteiras, que, dos R$ 84 milhões autorizados no Orçamento, só utilizou R$ 32 milhões até agora.

Um único delator da Lava Jato, Pedro Barusco, ex-gerente da área de engenharia da Petrobras, se comprometeu a devolver US$ 97 milhões, cerca de R$ 247 milhões pelo câmbio desta quinta-feira (20).

Os outros pagamentos virão de Paulo Roberto Costa (ex-diretor, R$ 70 milhões), Alberto Youssef (doleiro, R$ 55 milhões), Julio Camargo (executivo da empresa Toyo Setal, R$ 40 milhões) e Augusto Mendonça Neto (também da Toyo Setal, R$ 10 milhões).

Ao todo, o Orçamento da PF chega a R$ 5,1 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões em salários e outras despesas de pessoal.

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