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Receita e despesa, economia e política

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Blog explica como os governos tributam os cidadãos e utilizam o dinheiro público.

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No chão, PIB brasileiro receberá novos pontapés da política econômica

Por Dinheiro Público & Cia

Países que combinam inflação alta e crescimento econômico baixo têm uma escolha cruel pela frente, porque os tratamentos disponíveis para um dos distúrbios agravam o outro.

As novas diretrizes econômicas anunciadas pela administração petista apontam que a opção foi feita, e o PIB (Produto Interno Bruto) do país, já no chão, receberá pontapés adicionais.

As taxas de juros do Banco Central, que já foram elevadas de 7,25% para 11,25%, continuarão subindo para encarecer o crédito, conter o consumo, debilitar o mercado de trabalho e tirar o fôlego da alta dos preços.

O governo cortará seus gastos e, possivelmente, elevará impostos -o que também reduz as compras de bens e serviços.

Adicionalmente, os bancos públicos concederão menos crédito subsidiado, o que significará menos investimentos de empresas privadas e estatais.

Trata-se de um ajuste comparável ao promovido em 2003, no primeiro ano do governo Lula, quando a prioridade era recuperar a confiança de empresários, credores e investidores. Para os objetivos da época, deu certo: depois de um arrocho fiscal e monetário, de uma piora do desemprego e da miséria, a economia voltou a crescer bem em 2004.

Tenta-se algo parecido agora. Controlada a inflação e ajustado o Orçamento do governo, os investimentos privados poderiam voltar e, depois de um ano de purgatório, o país deixaria a paralisia a partir de 2016.

Há dez anos, porém, a estratégia contou com a ajuda providencial da China, cuja expansão econômica espetacular encareceu os preços de produtos primários como petróleo, minério de ferro e soja, impulsionando as exportações brasileiras.

Não há essa perspectiva agora, e o risco de promover sacrifícios em vão foi a justificativa do primeiro governo Dilma Rousseff para manter gastos e inflação em alta, enquanto se buscava a volta do crescimento. Após quatro anos de espera, essa alternativa se esgotou.

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