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Mais realista, governo reduz previsão de alta do PIB para 0,8% em 2015

Por Dinheiro Público & Cia

Enquanto a mudança da política econômica ainda está em fase de ensaio, o governo Dilma Rousseff ao menos já mostra uma guinada rumo a um realismo maior em suas previsões para o futuro.

Documento enviado nesta quinta-feira (4) ao Congresso reduziu a projeção oficial para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, medida da renda nacional) no próximo ano, de 2% para 0,8%.

Pela primeira vez na gestão da presidente, trabalha-se com uma expectativa similar à dos analistas de mercado, hoje em torno de 0,77%, mas com tendência de queda.

A nova estimativa será utilizada na elaboração do Orçamento de 2015, cujo projeto inicial contava com uma expansão econômica de 3%.

Nos últimos anos, a administração petista sempre adotou cálculos excessivamente otimistas para o desempenho do PIB e, consequentemente, da arrecadação. Como os resultados desejados não eram atingidos, e os gastos não foram reduzidos, as contas do Tesouro Nacional entraram no vermelho neste ano.

Com a nova previsão para a economia, o governo deverá também promover um corte nas receitas esperadas. Não por acaso, a meta de poupança para o abatimento da dívida pública, ou superavit primário, já foi reduzida de 2% para o equivalente a 1,2% do PIB -de R$ 114,7 bilhões para R$ 66,3 bilhões.

Só a partir de 2016 a meta de 2% do PIB será restabelecida.

As metas foram anunciadas na semana passada pelo futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que terá entre suas missões recuperar a credibilidade da política fiscal.

Seu objetivo anunciado será conter a escalada da dívida pública bruta, ou seja, o endividamento total de União, Estados e municípios, hoje equivalente a 62% do PIB.

Nos novos cálculos oficiais, a dívida chegará aos 64% do produto no próximo ano e, depois, passará a cair.

Até então, a referência para a política de controle de gastos era a dívida líquida, cuja apuração desconta valores que o governo tem a receber, como as reservas em dólar e o dinheiro injetado nos bancos públicos para a expansão do crédito.

Esse indicador, porém, perdeu credibilidade com a multiplicação de transações entre o Tesouro Nacional e seus bancos e a incerteza quanto ao acerto futuro  de contas entre as partes.

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