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Receita e despesa, economia e política

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Blog explica como os governos tributam os cidadãos e utilizam o dinheiro público.

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Expectativa de inflação sobe com ajuste fiscal e é a maior desde 2003

Por Dinheiro Público & Cia

O governo Dilma Rousseff começou a elevar os juros em abril do ano passado, mas não conseguiu melhorar a expectativa do mercado para a inflação futura -que hoje é a maior desde julho de 2003.

No período, a taxa do Banco Central, a Selic, subiu cinco pontos percentuais, de 7,25% para os 12,25% definidos nesta quarta-feira (21). Já a inflação esperada nos próximos 12 meses passou de 5,46% para 6,67%.

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Em teoria, a elevação dos juros deveria levar empresários, consumidores e investidores a esperar uma queda da inflação, em razão da restrição imposta ao crédito e ao consumo. Essa expectativa, por sua vez, levaria a uma moderação nos reajustes de preços e salários.

Na gestão de Alexandre Tombini, porém, o BC não se comprometeu a manter a inflação na meta de 4,5% ao ano, o que comprometeu sua credibilidade. Além disso, a disparada dos gastos do governo alimentou o consumo e tornou menos eficaz a política de juros.

Agora, há um ingrediente adicional: o ajuste das contas públicas promovido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Para conter a expansão das despesas, serão eliminados ou reduzidos os subsídios do Tesouro Nacional para as contas de luz, que já dispararam no ano passado e subirão ainda mais.

Para elevar receitas, foi elevada a tributação sobre a gasolina e outros combustíveis, e os novos custos serão repassados aos consumidores.

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