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Após 2 anos, tarifa de energia reverte queda imposta por Dilma e é recorde

Por Dinheiro Público & Cia

Com o tarifaço de janeiro, os preços da energia elétrica residencial reverteram a queda imposta exatamente dois anos antes pela presidente Dilma Rousseff e atingiram patamar recorde.

A alta do mês passado, de 8,3%, foi, de longe, a maior desde os 31,2% de dezembro de 1995, quando o setor ainda lidava com desequilíbrios acumulados nos tempos da hiperinflação.

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A queda forçada das tarifas foi uma das principais apostas de Dilma para reanimar a economia em seu primeiro mandato -e, adicionalmente, para evitar que a inflação ultrapassasse o teto de 6,5% anuais fixado na legislação.

No primeiro bimestre de 2013, as tarifas residenciais tiveram recuo de 18,5% captado pelo IPCA, o índice de preços que serve de referência para as metas do Banco Central.

A operação desequilibrou financeiramente as empresas elétricas, que perderam recursos para investir e ampliar a capacidade de produção.

Na tentativa de reduzir os prejuízos e a necessidade de reajustes de preços, o Tesouro Nacional teve de injetar dinheiro dos contribuintes no setor. Foram R$ 7,9 bilhões em 2013 e R$ 10,5 bilhões em 2014 (dos quais R$ 1,25 bilhão só foi pago no mês passado).

Com o agravamento da seca e maior uso de energia termelétrica, mais cara, as tarifas passaram a subir mais rapidamente a partir de abril passado. Mas, até dezembro, os preços ainda estavam abaixo dos medidos ao final de 2012.

Agora, sob ameaça de racionamento, além da penúria nas estatais e no Tesouro, projeta-se uma alta na casa dos 30% neste ano.

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