Veja como nº de ministros, que PMDB quer reduzir a 20, saltou de 12 para 39

Por Dinheiro Público & Cia

O número de ministros no Executivo federal, que o PMDB agora quer reduzir a 20, foi multiplicado desde os anos 90 para facilitar a cooptação de aliados no Congresso. De apenas 12 no governo Collor, a quantidade de pastas cujos titulares são considerados ministros saltou para as atuais 39.

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Pela estratégia do PMDB, o número seria limitado por meio de uma proposta de emenda à Constituição apresentada em 2013 pelo hoje presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Veja aqui o texto proposto.

Os peemedebistas procuram se distanciar do desgaste enfrentado pelo PT, que, em pleno período de ajuste fiscal, mantém um número recorde de ministérios e cargos de livre nomeação, que hoje somam 22,9 mil.

Se levada adiante, a medida dificilmente significará uma economia relevante de dinheiro: como a quase totalidade do funcionalismo público tem estabilidade no emprego, os servidores das pastas extintas serão simplesmente realocados nas pastas remanescentes.

Um ministério mais enxuto, porém, pode, ao menos em tese, proporcionar uma gestão de governo melhor. O atual inchaço do primeiro escalão torna mais difícil o processo de tomada de decisões, além de dividir políticas públicas entre diferentes pastas, muitas vezes de posições contraditórias.

Um exemplo sempre citado é a cisão do antigo ministério da Agricultura e Reforma Agrária em duas pastas -a primeira defendendo interesses do agronegócio; a segunda, hoje, aliada ao movimento dos sem-terra.

A proliferação de ministros foi acelerada na administração petista, que operou a aliança partidária mais ampla e heterogênea desde a redemocratização. Houve, ainda, a criação de secretarias especiais dedicadas a temas caros ao PT, como direitos humanos, igualdade racial e direitos das mulheres.

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