MEC ganha 55 mil servidores sob Dilma; demais pastas perdem 9 mil

Por Dinheiro Público & Cia

Dados recém-publicados sobre a evolução do quadro de servidores do Executivo federal mostram que, no governo Dilma Rousseff, a educação foi a prioridade administrativa mais evidente.

No final do ano passado, o Ministério da Educação contabilizou 270 mil servidores,a maioria professores e funcionários administrativos de universidades -um ganho de 55 mil sobre o final do governo Lula.

No restante da Esplanada, a maioria das pastas viveu entre o encolhimento e a estagnação de seus quadros. Em conjunto, os demais ministérios e a Presidência perderam 9 mil servidores sob Dilma.

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O quadro acima mostra uma clara mudança na política de recursos humanos de Lula para Dilma: o primeiro expandiu a máquina administrativa como um todo até 2010; a segunda definiu uma primazia.

A principal fatia do gasto federal continua sendo a transferência direta de renda às famílias: previdência, assistência social e amparo ao trabalhador. Esses programas gastam volumes crescentes de recursos, mas o número de servidores envolvidos se mantém estável.

Responsável pelo Bolsa Família, o Ministério do Desenvolvimento Social, por exemplo, conta com apenas 862 funcionários -sete a menos que em 2010.

Já a ampliação de universidades e cursos profissionalizantes demanda mais funcionários. Nos últimos quatro anos, foram admitidos por concurso 19,7 mil professores para o ensino superior e 12,7 mil para o ensino tecnológico.

Se a prioridade é clara, os resultados são alvo de questionamentos. Críticos apontam que o ensino superior brasileiro é excessivamente caro -a proporção entre docentes e alunos supera a de vários países ricos- e de baixa qualidade.

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