Aposentadoria só ganha 2,9% até 2019 com regra aprovada pela Câmara

Por Dinheiro Público & Cia

Ameaçadora para o futuro das contas públicas, a regra de reajuste das aposentadorias aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados traz ganhos modestos para os aposentados nos próximos quatro anos.

Pelas projeções mais consensuais para a evolução da inflação e do crescimento da economia, a fórmula, se convertida em lei, resultaria em um ganho de apenas 2,9% até 2019.

Em uma simulação feita pelo blog, o teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) subirá dos atuais R$ 4.663,75 para R$ 5.895,34 mensais pela regra atual; com a regra da Câmara, para R$ 6.064,20.

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O ganho, de exatos R$ 168,86, é pouco expressivo porque as perspectivas de expansão do PIB (Produto Interno Bruto, medida da renda nacional) são igualmente acanhadas.

Atualmente, as aposentadorias superiores ao salário mínimo são corrigidas em janeiro conforme a inflação acumulada no ano anterior.

Os deputados acrescentaram ganhos acima da inflação, até 2019, correspondentes ao crescimento do PIB de dois anos antes, como já vem sendo feito com o salário mínimo.

Para virar lei, o texto ainda precisa passar pelo Senado e pela improvável sanção presidencial.

A economia cresceu apenas 0,1% no ano passado e vai encolher neste ano. Para 2016, a projeção é uma alta de 0,7%; para 2017, de 2%.

Ainda que seja quase inócua nos próximos anos, a medida promoveria uma escalada do deficit nas contas da Previdência quando a economia voltasse a crescer a taxas mais elevadas.

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