Veja o que é e o que não é culpa de Dilma na crise econômica do país

Por Dinheiro Público & Cia

O Brasil enfrenta obstáculos para o crescimento econômico desde a década de 1980, e o momento atual impõe dificuldades extras no cenário internacional.

Ainda assim, dois gráficos evidenciam que o governo Dilma Rousseff deu sua própria contribuição para a piora da economia nos últimos anos, que culminou na recessão de agora.

O primeiro mostra que, desde 2012, o PIB (Produto Interno Bruto, medida da produção e da renda) mundial apresenta taxas modestas, mas estáveis, de expansão, enquanto as taxas brasileiras seguem clara tendência de queda.

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O segundo mostra que, no governo Dilma, a taxa média de crescimento econômico anual do país caiu abaixo do padrão já não muito animador das últimas décadas.

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Entre os motivos para o fraco desempenho, o que não é culpa de Dilma:

. Carga tributária excessiva – Em torno de 35% do PIB, em tendência de alta desde o governo FHC, devido à escalada dos gastos públicos.

. Infraestrutura deficiente – Problema crônico nas últimas décadas, decorrente da escassez de investimentos públicos e privados.

. Queda dos preços das exportações – Chegou ao fim o ciclo de aumento dos preços de produtos primários que impulsionou as vendas do país na década passada.

. Ambiente de negócios desfavorável – Devido a obstáculos históricos que vão dos custos trabalhistas ao excesso de burocracia.

E o que é culpa de Dilma:

, Aceleração dos gastos públicos – Mesmo com a perda de fôlego da economia e da arrecadação, ritmo de expansão dos gastos foi mantido até o ano passado e novas despesas foram criadas.

. Alta da inflação e dos juros – Devido à negligência com a inflação no primeiro mandato, juros atuais, de 14,25% ao ano, superam com folga os 10,75% herdados pela presidente.

. Alta da dívida pública – Impulsionada pela aceleração dos gastos do governo e pela injeção de recursos nos bancos estatais para intervenções na economia.

. Exaustão das empresas estatais – Represamento de tarifas públicas e preços monitorados no primeiro mandato comprometeu resultados e investimentos  da Petrobras e da Eletrobras.

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