Com novo cálculo para 2015, Brasil deve ter 2º maior deficit fiscal do G-20

Por Dinheiro Público & Cia

Com as novas estimativas para o saldo do caixa do Tesouro Nacional neste ano, o Brasil deve contabilizar o segundo maior deficit público entre os países do G-20, que reúne as economias mais importantes do mundo.

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O quadro acima mostra as projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional) para o saldo das contas públicas no G-20, considerando todas as receitas e despesas de todas as instâncias de governo.

Divulgados neste mês, os cálculos para o Brasil já estão defasados. Como mostram os resultados acumulados no ano, o rombo orçamentário do país caminha para algo entre 9% e 10% do Produto Interno Bruto.

Com isso, o país deve ultrapassar a Índia e o Japão, os mais deficitários do ano passado, e ficar atrás apenas da Arábia Saudita, cujo desempenho foi derrubado pela queda dos preços do petróleo.

Deficits acima de 3% do PIB -o patamar acordado na criação da União Europeia, que se tornou referência para o resto do mundo- podem ser considerados altos.

O principal motivo para a piora aguda dos números brasileiros é a escalada dos gastos com a dívida pública, devido à elevação dos juros nacionais para tentar conter a inflação.

Além diso, a recessão econômica prejudicou a arrecadação de impostos e levou a um deficit primário (sem considerar as despesas financeiras) de proporções inéditas desde o Plano Real.

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