No mês em que avançou o impeachment, expectativas do mercado melhoraram

Por Dinheiro Público & Cia

As expectativas de analistas e investidores para a economia brasileira melhoraram ao longo de abril, mês em que avançou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

As melhoras são modestas, e o desfecho para crise vivida pelo país ainda é obscuro. Ainda assim, trata-se da primeira pausa na escalada do pessimismo desde o ano passado.

É difícil estabelecer com precisão o quanto a perspectiva de afastamento de Dilma contribuiu para o alento do mercado, mas um dos efeitos mais visíveis foi a queda das cotações do dólar.

Com isso, as projeções de bancos e consultorias para a evolução da taxa de câmbio recuaram, segundo a pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central.

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A valorização do real barateia os produtos importados e ajuda na queda da inflação. Ao longo de abril, caíram as previsões para o IPCA neste e nos próximos anos.

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Com a economia em profunda recessão e a inflação em queda, crescem as apostas em uma queda mais rápida dos juros do Banco Central, hoje em 14,25% ao ano.

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Juros mais baixos significam maior estímulo ao crédito, ao consumo e aos investimentos, mas esse efeito não é imediato.

As projeções para o PIB (Produto Interno Bruto, medida da produção e da renda do país) continuam ruins para este ano, com queda esperada de 3,9%.

A piora das previsões para 2017, ao menos, foi estancada nas últimas semanas.

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