Nº de ministros mais que triplicou em 24 anos; veja a evolução por governo

Um dos temas mais debatidos nesta campanha eleitoral, o número de ministros no governo federal mais que triplicou desde 1990.

Eram 12 no início do governo Collor, o primeiro eleito após o fim da ditadura militar. Sem apoio parlamentar, o presidente acabou sofrendo processo de impeachment após acusações de corrupção.

De lá para cá, ministérios e cargos cujos titulares são chamados de ministros foram multiplicados para facilitar a atração de aliados ao Planalto.

Veja abaixo a evolução do número de ministros por governo, até os atuais 39.

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O número é excessivo para os padrões internacionais. Um estudo publicado em 2008, que tem sido citado pelo tucano Aécio Neves, aponta que poucos países desenvolvidos contam com mais de 20 ministros.

Uma eventual redução do número de ministros ou de ministérios não produziria uma queda significativa de despesas do governo, porque os servidores públicos têm estabilidade e seriam simplesmente realocados.

A diferença se daria na gestão. Na teoria, pelo menos, decisões seriam tomadas e executadas mais facilmente.

O que não se sabe na prática é como manter uma base de apoio político sem contemplar com cargos as dezenas de partidos representados no Congresso.

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Comentários

  1. “Um dos temas mais debatidos nesta campanha eleitoral”. Não vi debate nenhum sobre isso. O blogueiro está levantando uma bandeira do Aécio com o qual é afinado. Mais importante do que o número de ministros é saber se é melhor ou pior para a governabilidade do país.

    1. Aqui no Brasil o cargo de “ministro” também serviu para acomodar a “cumpanheirada”…Acham que o povo é babaca e não tá vendo isso? Aguardem.

    2. Desculpe amigo mas não confunda “governabilidade” com antro de corrupção e imoralidade. O presidente ou “presidenta” é eleito pelo povo e deve trabalhar pelo povo e não pelos “cumpanhero” e aliados apenas usando o Brasil como fonte de enriquecimento.

    3. Não considero relevante se houve ou não debate efetivo sobre o tema “quantidade de ministros”, mas, uma coisa está mais do que clara: o aumento na quantidade não resultou em melhoria na qualidade dos serviços públicos ou no desenvolvimento sócio-econômico do país, principalmente se comparado a outros do mesmo porte e pertencente à mesma categoria (os ditos “emergentes”). Por isso mesmo, sou totalmente a favor da redução do número de ministérios, que parecem muito mais servir de “cabidões de empregos”.

    4. Com a redução de ministérios, pode não trazer “economia” mas será o pricípio da moralidade no poder público, que não terá mais como engajar a pelegada. Há que se diminuir sim, com o tempo, as despesas.

    5. A resposta é simples, PIOR! Esse inchaço, é moeda de troca, para muitos e para mim, mais corrupção.

  2. Não existe padrão internacional para número de ministérios. Cada pais tem suas especificidades. A coisa não é tão simples. Só para ilustrar. Como posso a necessidade de ministros de Papua Nova Guiné e do Canadá e França?

    1. Ora amigo, é simples, existem áreas que precisam de comando técnico. Fraciona-las para “empregar cumpanhero e outros corruptos” é pura imoralidade e ganância pelo poder. Quando o pais mais cresceu tínhamos 16 com funções definidas e com objetivos cobrados. Não existem 39 “especificaidades” e sim 10 ou 12 prioridades que precisam de gente competente e não políticos imorais ou sindicalistas incompetentes.

  3. Descentralizar (a partir de uma diretriz única) é a melhor forma de gerir, seja numa média ou uma grande empresa… Com Governos, não é diferente, e a experiência “internacional” tem o amadurecimento “internacional” que em muitas situações são alvos de voraz crítica. Corte de Ministérios soa como “caça aos Marajás” e nós sabemos o que isso significa. Amadureçamos !

    1. Tenho que discordar do seu ponto de vista por um simples e único motivo: aumentar a quantidade de ministérios não significou descentralização de poder de forma nenhuma! O poder continua mais do que centralizado nas mãos do presidente (ou da presidente) de plantão. Somente uma mudança no sistema de governo (de presidencialista para parlamentarista) poderia trazer, de fato, uma descentralização do poder. Mas, isso foi rechaçado há alguns anos quando o povo brasileiro, erroneamente, escolheu manter o regime presidencialista. Perdeu e muito…

    2. Concordo! E mais, anunciar cortar por cortar, é pura hipocrisia!

      O problema tem origem naqueles parlamentares, diga-se, a grandiosíssima maioria, que só pensam neles e nas suas famílias, e que só votam a favor de qualquer governante se receber um ministério ou uma secretaria, seja federal, estadual ou municipal.

    3. Caça aos marajás, depois de tantos anos, foi GOLPE. Nada mais a duvidar e as que se mantém, tem nome: Má Fé!

  4. O que temos: exagero de cargos comissionados ocupados por pessoas indicadas politicamente, incompetentes e corruptos. Máquina administrativa exageradamente enorme e lenta. Como um Presidente da Republica terá condições de se reunir com todos seus 39 ministros ao mesmo tempo para debater as necessidades do povo?

    1. Se reúne individualmente e determina “quanto eles precisam desviar” para acalmar os ânimos e manter o apoio.

    2. Colega se formos pensar assim um presidente de uma multinacional como refrigerantes de Cola jamais teriam condições de exercer suas funções correto.

  5. Aquele que disser que vai mudar apenas vai mudar o nome de ministro para secretário especial. Teremos ministros e secretários, na mesma quantidade ou maior.

    1. Concordo, não vale travestir ministério de secretaria ou de outro coelho da cartola.

      O melhor seria usar a meritocracia na administração pública, diga-se, da: União, dos Estados e dos Municípios.

      Mas como saciar a fome dos parlamentares desses Seres por cargos?

  6. E NÓS, contribuintes, TRABALHADORES, é que PAGAMOS TODA ESSA FARRA…

    1. Bem feito para nós! Há alguns anos perdemos a oportunidade de mudar nosso sistema de governo para parlamentarista mas preferimos, erroneamente, manter o presidencialismo num plebiscito. Agora, só nos resta torcer para que alguém de bom senso e coragem assuma o poder e reduza essa verdadeira farra de cargos.

  7. Feldalismo moderno . Por favor parem de
    dizer que brasileiro não sabe votar.
    Nòs mentimos para nòs mesmos fingimos que acreditamos e queremos converter os outros, ops ! convencer os outros . . .

  8. Todo corte de despesas é benéfico, alem dos ministérios, cargos de confianças, propaganda abusiva, aparelhamento devem ser implementados, no primeiros momentos.

    As estatais, agências reguladoras, judiciário sem intervensões dos governantes de plantão.

    Tribunais de contas e as aplicações da lei de responsabilidade fiscal em todos os niveis não poderão ser controladas pelos executivos ou lelislativos, seria ter raposas cuidando do galinheiro.

    O Banco Central deveria ser independente e seus diretores serem escolhidos por listas fornecidas pelo “mercado”, aprovadas pelo Senado Federal.

    1. É verdade mas como “pagarão” favores recebidos dos aliados? Com um pais próspero e com emprego para todo brasileiro? Não, o objetivo é o enriquecimento das quadrilhas e nisto eles são “experts”.

  9. Como “as despesas não baixariam” se o número escandaloso de ministérios é justo com o objetivo de criar mais cargos comissionados para pagar o apoio político, incluído ai o próprio cargo de ministro? O texto da notícia falta em coerência.

    1. Arnaldo,

      O custo dos comissionados é pequeno diante das dimensões do Orçamento. São cerca de 22 mil nomeados, num quadro de mais de 1 milhão de servidores.

  10. Não temos ministros e sim “incompetentes” políticos nomeados para “angariar” apoio. São parasitas manipulados por partidos gananciosos pelo poder e pelo enriquecimento ilícito e imoral. São “bonecos” usados para os fins imorais do governo e dos “partido aliados” visando a institucionalização da corrupção e da imoralidade.

    1. Jorge,

      Servidores podem ser demitidos quando os gastos com pessoal ultrapassam os limites legais, o que não é o caso do governo federal.

  11. Caros colegas, hoje os ministérios além de importantes em suas áreas é base para os aliados a qualquer governo que assuma.O estudo do Aécio é só para impressionar pois como diz o próprio texto não haverá demissões.
    O governo que quiser ter 10 ministérios jamais ganhará a eleição pois terá poucos minutos na tv e não terá barganha com aliados.Infelizmente o jogo é esse e ao invés de mudarem o jogo querem apenas mudar os jogadores.

  12. Desde 2003 Brasilia foi imundada por cumpanheiros incompetentes colocados nos mais diverdos cargos por politicagem e por trocas de favores. Isso ocorreu desde altos escalões da Petrobras, IPEA, BNDES, ANAC e Banco Central até os ministros e membros do STF e CGU.

  13. Aécio vai apenas acabar com os ministérios da mulher, da diversidade racial, do combate à fome… e mudar o nome de ministério para secretaria especial para alguns. E parecerá que ele extinguiu os ministérios.

  14. Não adianta reduzir ministérios e só transferir os funcionários, mantendo o mesmo número de funcionários, precisamos de uma reforma geral, sem indicação nos ministérios, corte no funcionalismo público, somente ministro técnicos e não indicações políticas.

  15. O número de Ministros no Brasil varia diretamente proporcional a corrupção no Governo, quanto mais corrupto for, mais Ministérios, como o dessa Senhora, que não fede nem cheira !

  16. OS FUNCIONARIOS PUBLICOS DE CARREIRA NAO SAO O PROBLEMA NO SERVIçO PUBLICO. PROBLEMA SAO OS SERVIDORES INDICADOS PELOS POLITICOS QUE GANHAM MAIS E TRABALHAM MENOS. PARA RESOLVER TODOS OS PROBLEMAS DA ADMINISTRAçAO PUBLICA BASTARIA FAZER UMA LEI COM UM ARTIGO E UM PARAGRAFO: ” ARTIGO PRIMEIRO:TODOS OS CARGOS DA ADMINISTRAçAO PUBLICA TEM QUE SER OCUPADOS POR FUNCIONARIOS PUBLICOS CONCURSADOS”; PARAGRAFO UNUICO: EXCETO OS MINISTROS E OS SECRETARIOS EXECUTIVOS DOS MINISTERIOS “. PRONTO.

  17. Franco dobrou no número de ministérios em relação ao Collor mas o custo/benefício, ainda assim, foi favorável com o Plano Real. Hoje, o ministério é moeda de troca pra chamada governança, que na verdade é a obediência à cartilha bolivariana de governar: é o aparelhamento da máquina.

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