Economia terá menor crescimento em ano eleitoral desde 2002, prevê BC

Na disputa por um segundo mandato, a economista Dilma Rousseff enfrentará a pior taxa de crescimento econômico em ano de eleições presidenciais desde 2002, segundo as previsões apresentadas hoje pelo Banco Central.

Pelas contas do BC, a produção e a renda do país -o Produto Interno Bruto- terão expansão de 2,3% no período de 12 meses até setembro de 2014, às vésperas do pleito.

Quando Dilma foi eleita há três anos, a taxa chegava a espetaculares 7,6%, a melhor marca desde a euforia posterior ao Plano Real, que elegeu FHC.

Quando Lula venceu o tucano em 2002, a economia era sacudida por uma crise financeira e o crescimento acumulado até setembro era de apenas 1,3%

A presidente também não viverá uma situação confortável com a inflação, que, para o BC, chegará aos 5,6% no próximo ano, consideradas as expectativas do mercado para o dólar e os juros.

Se confirmado, o percentual será o menor em cinco anos, mas, ainda assim, permanecerá bem acima da meta oficial de 4,5%. Para o BC, aliás, a meta será descumprida novamente em 2015, no primeiro ano do mandato do próximo presidente.

Embora os juros venham subindo para conter a escalada dos preços, a política de elevação contínua dos gastos do governo age em sentido contrário, alimentando o consumo.

Não se pode acusar o BC de ser pessimista: há um ano, a instituição projetava que a economia chegaria a uma taxa de crescimento anual de 3,3% em setembro de 2013, e a inflação fecharia o ano em 4,9%.

Agora, as projeções são de 2,3% para a variação do PIB no ano, com alta de preços de 5,8%.

As expectativas dos analistas de mercado para 2014 são menos favoráveis: crescimento econômico de 2% e inflação de 5,95%.

Os principais trunfos eleitorais de Dilma, porém, não parecem correr riscos até a eleição: o desemprego se mantém em patamares historicamente baixos e os gastos sociais asseguram a queda da pobreza.

Devido à alta das despesas em Previdência, assistência e educação, o mercado acredita que o governo não cumprirá em 2014, mais uma vez, a meta de poupar o equivalente a 3,1% do PIB para o abatimento da dívida pública.

A projeção central dos analistas é uma poupança de 1,7%, o que, pelos cálculos do BC, fará a dívida pública subir de 34,5% para 35,1% do PIB. Para a instituição, é necessário poupar 2,1% do produto para manter a dívida estável.

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Comentários

  1. 2015. ANO DE GRANDES TRANSFORMAÇÕES NA ECONOMIA BRASILEIRA COM O GOVERNO DILMA. OU NAO!

    1. Concordo plenamente…. Precisamos sempre acreditar, inclusive porque hoje tudo está “as claras” e não escondido em debaixo de tapete como antes.
      O Bolsa Família, que muitos condenam, sustentam muitas cidades do País e não há empregos para todos. O problema é só fiscalizar para que não caiam em mãos erradas.
      O Mais Médicos era condenado e todos agora apoiam, o Bolsa querem institucionalizar. Inclusive já é referência em outros países.

  2. Em todas as analises em anos anteriores, (leia-se antes de 2002). “nunca se viu na historia desse pais…” Uma situação tão confortável dos mais pobres. Embora menos favorecidos, mas com a certeza de que dias melhores virão. E que o Brasil vai prosperar.

    1. Esse não é petista de carteirinha não né kkkkkk.. o povinho cego.

      1. Meu Deus, é o apocalipse! Desde que os PeTralhas entraram no poder o Brasil deixou de ser um país de primeiro mundo. Antes tínhamos um nível de desenvolvimento comparável à Finlândia, agora, estamos tão mal quanto o Congo. Tudo devido a esse Bolsa Esmola, que incentiva o desemprego e o retrocesso de nossa outrora sublime sociedade. Ah, bons tempos eram aqueles!

        1. QUANDO o Brasil teve níveis de desenvolvimento iguais aos da Finlândia? Quero datas… E números… Que eu saiba, desde sempre, estivemos bem mais próximos do Congo do que da escandinávia.

          1. Ah, o doce sabor de perceber que a pessoa não conseguiu entender uma ironia simples.

            Divertido.

          2. Ö, Rodrigo. O leitor acima està sendo ironico. O incrìvel è que hà fanàticos bicudos que parecem acreditar nessa fàbula. A Folha omite os dados de 2002. Inflañcao a 12% e desemprego a mais de 11%. Estamos muito bem agora. E vai melhorar.

        2. Boa Alex,
          Boa Paulo,

          Quanta burrice emana da cachola desses Petebas!!! P Q P

          1. Burrice mesmo é não perceber ironias !!! Ali, o irônico, aqui, o hilário.

        3. Alex…antes(época dos tucanos) o Brasil crescia a 5% ao ano,mas não gerava um empreguinho sequer,hoje o País cresce menos ,mas com 4% de desemprego.Portanto,aos trabalhadores,hoje é bem melhor do que antes.Haja vista os resultados eleitorais.

      2. Paulo. Atente que a Folha omite os dados de 2002. Inflacao a 13% e desemprego a mais ded 11%. Hoje, inflacao menos de 6% e desemprego a 4,6%! Povo cego ideològicamente sáo os bicudos que náo reconhecem que melhoramos muito.

  3. A presidente deve tomar medidas de austeridade para não comprometer o crescimento econômico. Mais técnica e menos politica.

  4. A grande verdade é que o Brasil será apresentado sem maquiagem pós eleição e o povo vai descobrir que estamos quebrados e as consequências disso será o desemprego, a inflação, a quebradeira das Empresas e o estoura da bolha imobiliária, isso independente de quem for eleito, a única coisa que temos que escolher é quem vai estar no comando nesse momento e pelo andar da carruagem será os mesmos que colocaram o país nessa situação

    1. Engraçado Paulo,vc fala de desmprego quando só temos 4% de mão obra desempregada?De que país vc está falando?

      1. estou falando do país em que vivo (Brasil), em relação a taxa de desemprego publicada de 4% se faz necessário uma análise ampla em relação a esse índice, em primeiro lugar batemos recorde em relação a seguro desemprego e a diminuição do índice de natalidade, em segundo lugar o carro chefe em relação a empregos vem do seguimento serviço, alavancado pelo consumo através do crédito e que faz a população ter um comprometimento de renda absurda, em terceiro lugar o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) divulgou aumento de 24% em relação aos desempregados de longa duração, enfim o meu comentário é em relação a situação macro do país e para ficar enumerando é difícil, porém com um pouco de raciocínio será visto que as contas não batem: como se tem uma redução do desemprego com aumento do seguro desemprego e a diminuição do ingresso de mão de obra ativa, e assim por diante, mas conforme comentário pós eleição tudo será mostrado sem máscara

  5. Brilhante previsão,só dIscordo do ultima frase aonde se diz que os gastos sociais ASSEGURAM A QUEDA DA POBREZA,POIS DA MANEIRA INDISCRIMINADA E INCONSEQUENTE QUE É DISTRIBUIDO CREIO QUE PERPETUA A POBREZA.

  6. A Dilma só esquece que se o Brasil não cresce, não tem dinheiro para dar aos pobres. Promover o crescimento do setor privado, é dar oportunidade aos pobres.

    1. Pedro. Essa de crecer o bolo para depois dividir è velha. Do tempo da ditadura. E deu no que deu. Ao contrario. Criou-se nos ùltimos 10 anos uma nova classe mèdia, a atual grave seca náo gerou desespero, exodo ou saques. A misèria absoluta quase despareceu. Reconheñca isso!

  7. Cada povo tem o governo que merece, esperemos que em 2014 raciocinem melhor antes de votar.

    1. BOA!!!

      Me diz um país com mentalidade socialista que funciona…

      Gostam tanto de Cuba e Venezuela mas delegam passaportes diplomáticos à toda patotada cefalópode.

      1. Guto. Mentalidade socialista? Onde vc vë isso? A livre iniciativa aqui està a todo vapor. As concessóes de aeropoertos e pre-sal sáo vitoriosas. Vc queria o quË? Que se fizessem doacoes aos estrangeiros, como fhc doou a Vale?

    2. Temos um governo que promove a justica social. O salàrio mìnimo vale 300 d, em 2002 valia 77 d. O desemprego è o mais baixo da història. Vamos raciocinar e reeleger Dilma, claro!

  8. Gostaria de parabenizar os jornalistas responsáveis pelo Blog. As matérias são bens claras e explicam sem rodeio as coisas. Graças a vocês confirmei uma suspeita – a tão recomendada “austeridade fiscal” significa, na verdade, “corte de gastos sociais” (super importante, neste país tão escandinavamente igualitário – com o perdão do neologismo) e que, como salientado no post anterior nenhum candidato – nem mesmo Aécio, da oposição “histórica”, por assim dizer, estaria disposto a implementá-la (ele também sabe, ao contrário dos bidus financistas, que a Suécia não é aqui também)… Obrigado pelo trabalho de vocês. E, confesso, que fico mais otimista ao lê-los.

  9. Na Argentina foi assim, a Presidente segurou os preços e todos os problemas, assim que foi reeleita, os podres foram aparecendo….e o pior é que eles tão crescendo mais que a gente.

    1. Pedro. O que vc quer dizer com isso? Que os pobres estáo ficando menos pobres? E vc lamenta isso? Desemprego a 4,6% (em 2002 era de 12%). Inflañcao a menos de 6% (em 2002, mais de 11%). E náo compare o Brasil â Argentina. Aqui as estatìsticas sáo sèrias. Brasil està menos desigual. Hà mais justica social. Egocentrismo è seu mal.

  10. Este é o cenário do país: crescimento baixo, inflação bastante acima do centro da meta, bolsa em queda, dólar em alta, corrupção sem tendência de baixa, violência em alta.

    Este é o país cujo “lema” é Ordem e Progresso.

    Já que estamos importando médicos de Cuba, que tal importar políticos honestos da Suécia ou Dinamarca?

    1. Byong. Jà foi muito pior. Em 2002: inflacao a 13%, desemprego a mais de 11%, salario minimo valendo sò 77 d,(hoje vale 300d). Hà uma nova classe mèdia que consome, viaja de aviao, etc. Se continuar assim, chegaremos â Suecia em poucas dècadas!

  11. 2014 com “Copa do Mundo de Futebol” e “Eleições” será um ano perdido para nós que trabalhamos com serviços, o Brasil não vai funcionar, como se funcionasse sem esses eventos.

  12. Trocamos sempre seis por meia-dúzia. Sempre olhando para o passado em vez de projetar o futuro. Discussões ideológicas só atrapalham. Vamos destravar o Brasil. Mudar tudo, política, políticos. Botar de pé com a livre iniciativa. Menos migalhas e mais resultados.
    Esse modelo atual está esgotado!

  13. É sempre a mesma ladainha: para quem pode se aproveitar do “estado de coisas”, o governo é “ótimo”; para quem não se contenta com migalhas, o governo é “péssimo”.
    Difícil é aparecer alguém com visão imparcial, acima da miopia do interesse próprio.
    Bolsa esmola é compra descarada de votos, alavancada pelo assistencialismo.
    Votar em quem, se iremos escolher alguém que já foi “escolhido” e está “afinado” com a situação reinante? Voto válido seria aquele que a pessoa escolhe seu canditado sem que ele esteja filiado à partido ou legenda… como escolher entre o “sujo” e o “mal lavado”???
    E, no Brasil, quem elege presidente não é quem lê jornais… é quem limpa a b***** com ele!

  14. É a verdade aparecendo, o “pibinho” mais baixo desde onze anos atrás, como não dá para maquiar porque seria dar munição ao adversário quando a verdade viesse a tona, são obrigados a fazer o que não gostam, dizer a verdade e mostrar toda a incompetência deste desgoverno e olhe que varias receitas grandes entraram na composição, ou seja, a coisa é mais feia do que parece.

    1. Luiz. Por favor … Se compararmos com 2002, estamos excelentes. 2002: desemprego a 12%, inflacao a mais de 11%, salàrio mìnimo valendo sò 77 d. (hoje vale 300 d), O governo diz a verdade e vai ganhar as eleicoes porque a comparacao com a era fhc deixa este gov.para cima!

    2. Acho que vc precisa aprender um pouco mais sobre politica e não ficar apenas lendo blogs, jornais e revistas de liberais exploradores.

  15. MAV em todo lugar, chegará a hora em que vocês tomarão calote também, e aí terão que trabalhar produzindo de verdade.
    Quem defende este governo ou é burro/ignorante ou pago para faze-lo.

    1. Flavio. Quem defende este governo tem que ser pago? Por favor … deixe de cegueira ideològica. Sou militante desde mocinha. Procure meu perfil na internet. Pesquisadora aposentada, avò, defensora da justica social. Por isso voto PT. Aprenda. Ainda è tempo para vocë.

    2. E mais, Flavio. Tenho mestrado pela PUC E doutorado pela USP. vC tem preconceito rasteiro e viès ideològico doentio.

      1. Você reforça meu argumento. Pra quem diz ter doutorado deveria escrever corretamente pelo hábito, o que não parece ser seu caso, pelos erros de português.

  16. O país não está indo “as mil maravilhas”, mas acredito que é o melhor nessa época de crise economica mundial, basta fazer uma comparação com o governo FHC que tinha altissimas taxas de inflação e desemprego e que enfrentava uma crise bem menor que a atual.

  17. É uma pena que a FSP não pesquise a eleição de 1998, mas eu sei que é porque o Professor da USP é muito queridinho.

  18. Parabéns pelo site. Ótima iniciativa. Se o Brasileiro tivesse a minima noção de orçamento publico o pais seria diferente. Com menos de 2% do orçamento publico destinado a bolsa família, o PT compra o voto de 13 milhões de famílias, equivalente a aproximadamento 60mn de pessoas, e ninguém questiona o mal uso e falcatruas dos outros 98%. É uma pena. Com migalhas o PT se reelege. E a carga tributaria segue subindo para sustentar a maquina publica, sobrando muito pouco para investimentos, saude, educação, moradia.

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