Fazenda não tem titular ligado ao setor privado desde o governo Sarney

Uma eventual nomeação de um ministro da Fazenda ligado ao mercado, financeiro ou não, será a primeira em quase três décadas.

Possibilidade aventada após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, como forma de tranquilizar analistas e investidores, a opção romperia uma tradição de comando na pasta.

Nos últimos anos, predominam acadêmicos, políticos e servidores públicos no cargo, o mais importante na formulação da política econômica.

Desde a redemocratização, não há caso de ministro recrutado diretamente do mercado -como seria o caso da possível escolha, segundo o noticiário, do presidente do Bradesco, Luiz Trabuco.

No governo Sarney (1985-1990), foram ministros Dilson Funaro, empresário do setor de brinquedos, e Luiz Carlos Bresser-Pereira, executivo do grupo Pão de Açúcar. Nos momentos das escolhas, porém, Funaro ocupava a presidência do BNDES, banco oficial de fomento, e Bresser, a secretaria de Ciência e Tecnologia de São Paulo.

Veja o perfil dos escolhidos para a Fazenda desde o final do regime militar:

Guido Mantega (2006-2014) – Acadêmico e militante partidário

Antonio Palocci Filho (2003-2006) – Político

Pedro Malan (1995-2002) – Acadêmico e servidor público

Ciro Gomes (1994) – Político

Rubens Ricupero (1994) – Diplomata

Fernando Henrique Cardoso (1993-1994) – Político e acadêmico

Eliseu Resende (1993) – Tecnocrata

Paulo Haddad (1992-1993) – Acadêmico

Gustavo Krause (1992) – Político

Marcílio Marques Moreira (1991-1992) Diplomata

Zélia Cardoso de Mello (1990-1991) – Acadêmica

Mailson da Nóbrega (1987-1990) – Servidor público

Luiz Carlos Bresser-Pereira (1987) – Executivo e acadêmico

Dilson Funaro (1985-1987) – Empresário

Francisco Dornelles (1985) – Tecnocrata

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Comentários

    1. Na época do Sarney que era bom: inflação galopante, desemprego, gatilho salarial e outras merdas mais…

      Agora a inflação chega a menos de 7% ao ano e já surgem os oportunistas torcendo pra ferrar todo mundo. Êta ignorância!!!

      1. Sintomático apagar as mazelas do governo que nem terminou, tampouco começou. Dilma, arrogante que só, e que, sabe Deus por que, quis fazer prevalecer suas canhestras convicções ideológicas na seara econômica, bagunçando, inclusive, o legado de seu par de fileiras partidárias, agora flerta com o imponderável. Quer apagar o incêndio no mercado financeiro, usando um operador desse. Assim como a decantada reforma política, é mais uma mal ajambrada cortina de fumaça. Melhor seria perguntar a Lula, que, nesse campo, “foi mais tucano que petista” (talvez por isso tenha dado certo).

    2. Muitos querem, afinal, sempre há uma explicação fajuta para um pssível zebra!!!

  1. Oriundo da iniciativa privada ou não,imprescindível mesmo é que tenha total INDEPENDÊNCIA,para implementar as iniciativas necessárias,fazendo o BRASIL crescer,e NÃO as contas dos partidos…

  2. Isso é uma coisa que eu não entendo, o Tiririca está em Brasilia fazendo o que?
    Porque ainda não o colocaram para Ministro da Fazenda?

  3. Temos que diminuir o numero de politicos mandando no pais….Podem trocar e fazer o que quizer senao aparecer gente interessada em fazer do Brasa o melhor pais do mundo….Povo tem para isso e orgulho demais.

    1. Não se trata de uma profissão, mas é uma palavra que descreve quadros recrutados pelo Estado para postos de comando. A prática era mais comum no regime militar: Eliseu Resende, por exemplo, foi diretor do DNER, ministro dos Transportes, membro do conselho de administração de diversas estatais e presidente da Eletrobras.

  4. Qual a diferença entre militante e político? Senti um menosprezo pelo Mantega.
    Há, Malan servidor?
    Outra pergunta se diferença entre militante e político for disputar eleições, por que o Malan não foi classificado como militante?
    Tecnocrata foram pessoas que contruíram carreira na ditadura com cargos de confiança sem terem formação específica para tais cargos, certo?

    1. Murillo,

      Mantega foi assessor econômico de Lula de 1993 a 2002, segundo o currículo disponível no site do ministério. Malan não exerceu atividade partidária antes de se tornar ministro. Quantos aos tecnocratas, muitos tinham a formação necessária. Eliseu Resende, engenheiro, atuou na área de transportes; Francisco Dornelles, especializado em tributação, foi secretário da Receita.

  5. Estranho… E todas aquelas acusações maldosas contra a Marina! Agora a cerejinha azeda quer fingir que tudo isto é normal? A única coisa que falta é gerir a fazenda com um “Trabuco” coisa de cangaceiro, mas que talvez dê certo. Se o plágio colar.

  6. Opa… o Zé Dirceu… não tá mais na cadeia, agora tá em casa… poderia ele rebaixar de cargo?

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